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07/11/2019 12:43 - Pesquisa mostra aumento da rotatividade no emprego e de novas contratações

Pesquisa da Mercer, consultoria de soluções de carreira, saúde e previdência, mostra que os aumentos salariais ficaram na mesma média do ano passado, ao passo que a rotatividade de funcionários cresceu tanto em cargos mais altos como nos operacionais. Já o percentual de contratações subiu em todos os níveis de cargos, com maior crescimento entre os de nível intermediário. 

A Mercer realizou a pesquisa com 680 empresas, abrangendo mais de 780 mil profissionais em 24 mil posições diferentes.

 

Reajuste salarial permanece estável

 

A pesquisa da Mercer mostra que, assim como no ano passado, as empresas concederam um reajuste salarial médio de 4,4% neste ano. Os segmentos que apresentaram maior reajuste médio foram os de Manufatura (5%) e o Automotivo (4,8%). Entre as áreas, a que apresentou maior reajuste foi a de Análise de Dados (5%). Já os cargos administrativos foram os que tiveram o menor reajuste médio: 3,6%.

 

Veja abaixo os índices de reajustes:

 

·         Manufatura: 5%

·         Automotivo: 4,8%

·         Life sciences: 4,7%

·         Varejo: 4%

·         Mineradoras e metalúrgicas: 4%

·         Químicos: 4%

·         Logística: 3,8%

·         Serviços: 3,7%

·         Bens de consumo: 3,6%

·         Alta tecnologia: 3,4%

·         Energia: 3,4%

·         Análise de dados: 5%

·         Engenharia e ciências: 4%

·         Vendas: 4%

·         Recursos humanos: 4%

·         Finanças: 4%

·         Jurídico: 4%

·         Suprimentos: 3,8%

·         Projeto: 3,8%

·         TI: 3,6%

·         Administração: 3,6%

 

Rotatividade

 

A pesquisa mostra ainda que houve aumento gradual do turnover voluntário. Em 2016, o percentual de demissões solicitadas pelos profissionais variava entre 2% (executivos) e 5% (operacionais). Em 2019, as demissões voluntárias subiram para 4% entre os cargos mais altos, com destaque para o nível gerencial, que saltou de 3% para 7%, e para 9% entre as posições operacionais. Em relação a 2018, o salto foi de 1 ponto percentual nos cargos operacionais e executivos e de 3 pontos percentuais no nível gerencial.

 

Novas contratações

 

As novas contratações tiveram um bom desempenho em 2019, de acordo com a pesquisa. Em todos os níveis, o percentual de novos contratados foi maior em 2019 do que em 2018, representando 12% no nível operacional (contra 10% em 2018), 19% no nível intermediário (14% em 2018) e 22% no nível de liderança (ante 18% no ano anterior).

 

O líder de produtos de carreira da Mercer Brasil, Rafael Ricarte, ressalta, no entanto, que, com exceção do nível de liderança, os demais novos profissionais entram com uma remuneração, em média, 20% menor na base e 14% menor no nível intermediário. 

“É bastante animador enxergar esse incremento, que pode representar novas posições geradas ou aquecimento do índice de reposição de profissionais demitidos”, afirma Rafael.

 

Diferenças por gênero

 

O valor dos salários de homens e mulheres permanece equivalente até o nível gerencial. No entanto, a partir das posições de diretoria, o salário médio das mulheres começa a cair bastante em relação ao dos homens e chega a ser de 60% do valor no cargo de presidente. Além disso, apenas 12% das posições de presidente são ocupadas por mulheres, enquanto no nível gerencial, a proporção delas é de 31%.

 

Critérios de aumento salarial

 

Segundo o líder de produtos de carreira da Mercer Brasil, Rafael Ricarte, "uma das grandes surpresas, ainda mais em tempos da quarta revolução industrial e preparação para o futuro do trabalho, consiste no fato de que 16% das empresas ainda consideram o tempo de serviço como critério para aumentos salariais”. No entanto, o desempenho individual ainda é o principal parâmetro para a concessão dos aumentos. 

Veja abaixo os critérios de aumento salarial (as empresas responderam a mais de um critério, dependendo das áreas e cargos):

 

·         Desempenho individual: 95%

·         Posicionamento dentro da faixa salarial: 65%

·         Desempenho da empresa: 52%

·         Inflação: 40%

·         Tempo de serviço: 16%

 

Fonte: G1 - Economia

 

 

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