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05/07/2019 15:41 - Inflação de baixa renda recua em junho, aponta FGV

O Índice de Preços ao Consumidor Classe 1 (IPC-C1), que mede a variação de preços de produtos e serviços para famílias com renda entre um e 2,5 salários mínimos, caiu 0,07%, ficando 0,33 ponto percentual abaixo de maio, quando o índice registrou taxa de 0,26%. Com esse resultado, o indicador acumula alta de 2,72% no ano e 3,85% nos últimos 12 meses.

 

Já o IPC-BR, que mede a alta de preços para famílias com renda de um a 33 salários mínimos mensais, variou -0,02%. A taxa do indicador nos últimos 12 meses ficou em 3,73%, nível abaixo do registrado pelo IPC-C1.

 

Quatro das oito classes de despesa componentes do índice de baixa renda registraram decréscimo em suas taxas de variação:

 

·         Habitação (0,79% para -0,24%)

·         Transportes (0,28% para -0,38%)

·         Saúde e Cuidados Pessoais (0,75% para 0,31%)

·         Despesas Diversas (0,08% para -0,23%).

 

Nestas classes de despesa, o destaque ficou com os itens:

 

·         Tarifa de eletricidade residencial (2,60% para -2,30%)

·         Gasolina (1,69% para -2,67%)

·         Medicamentos em geral (1,63% para -0,01%)

·         Alimentos para animais domésticos (0,16% para -1,36%).

 

Em contrapartida, os grupos Educação, Leitura e Recreação (0,03% para 0,78%), Alimentação (-0,26% para -0,16%), Vestuário (0,13% para 0,60%) e Comunicação (-0,12% para 0,07%) apresentaram avanço em suas taxas de variação, puxados por:

 

·         Passagem aérea (-7,17% para 22,85%)

·         Hortaliças e legumes (-3,91% para -0,30%)

·         Calçados (-0,05% para 0,58%)

·         Pacotes de telefonia fixa e internet (-0,70% para 0,46%).

 

A principal diferença entre o IPC-C1 e o IBC-Br está na ponderação da cesta de produtos e serviços para chegar ao indicador final. Como, para famílias mais pobres, Alimentação costuma ter maior relevância dentro do total de despesas, por exemplo, essa classe de despesa tem peso de quase 40% no IPC-C1 contra 27% no IPC-Br. Da mesma forma, Educação tem peso de quase 9% na inflação das famílias que recebem até 33 salários mínimos e de 2,5% para os menos abastados.

 

Suas diferenças, além do peso de cada item ou categoria de despesa, estão também nas cidades pesquisadas. Enquanto o IPC-Br é coletado em sete capitais (São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília), o IPC-C1 se limita a levantar preços de Rio, São Paulo, Recife e Salvador. Ambos IPC-Br e IPC-C1 são baseados em coletas do primeiro ao último dia útil de cada mês.

 

Fonte: G1 – Economia

 

 

 

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