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11/12/2018 15:13 - Tendência: Maior confiança não basta e Natal terá crescimento inferior ao de 2017

Ainda que a melhora na economia e as definições no cenário político tenham elevado a confiança de varejistas e consumidores, 2018 ainda não será o ano de retomada do comércio. A projeção é que o avanço nas vendas do Natal deste seja inferior ao verificado ano passado, muito em função da antecipação das compras na Black Friday e impacto do dólar nos produtos.

 

"A economia está em marcha lenta, e a disparada do dólar - que está perto dos R$ 4, sendo que em 2017 estava próximo de R$ 3 - está pressionando o preço de produtos importados que compõem a cesta de final de ano, como bacalhau, vinho e eletrônicos", avalia o presidente da Associação Comercial de São Paul (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alencar Burti.

 

Na avaliação dele, outro fato que pode pesar nos negócios natalinos foi a antecipação das compras de itens mais caros - como eletrônicos - durante a edição da Black Friday deste ano. "Mas outros itens, especialmente brinquedos, roupas e artigos de uso pessoal devem ter desempenho melhor", avalia.

 

De acordo com estimativa da ACSP, as vendas relacionadas ao período natalino devem crescer entre 2% e 3% na cidade de São Paulo, variação bem menor a verificada no Natal de 2017, quando as vendas cresceram 4,5%.

"Não podemos esquecer que a base de comparação em 2017 era o resultado negativo de 4,8%", lembra o professor de economia e especialista em varejo pela Universidade de São Paulo (USP) Christiano Pelloti.

 

Quando avaliado a média de incremento para o resto do País, o indicador de vendas da Boa Vista estima avanço de 3,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em 2017, frente a 2016, o incremento registrado foi de 4,2%. Segundo a entidade, a expectativa é que haja um acréscimo nominal de R$ 3,66 bilhões nas receitas do varejo.

 

Na avaliação dos economistas que assinam o relatório da Boa Vista, a alta na injeção de recursos na economia está diretamente ligada a melhora das condições de crédito. "Diante inadimplência baixa, os bancos vêm se mostrando cada vez mais dispostos a aumentar a oferta de empréstimos. Já por parte dos consumidores, as taxas de juros menores e a melhora da confiança nos últimos meses vêm elevando a demanda por crédito", dizia a análise.

 

Como contraponto, eles destacam que o alto índice de desemprego ainda deixa o consumidor em compasso de espera na tomada de decisão. Os economistas ponderam ainda que a projeção de crescimento menor do que o registrado na Black Friday, quando as vendas subiram 4,7%, não sugere enfraquecimento do movimento do comércio. "O Natal é uma data já consolidada no varejo, enquanto a Black Friday vem ganhando relevância ano após ano", explicam.

 

Sócio-diretor da rede capixaba EletroMais, Gerson Cruzes contou ao DCI da mudança de estratégia deste Natal. "Em 2017 deixamos itens de maior valor agregado para o Natal [como TV, geladeira e notebook] e usamos na Black Friday os de médio custo [como tablet, ventilador, cafeteira]. Esse ano invertemos e foi um sucesso", contou ele.

 

Com os descontos mais agressivos em novembro, o varejista conseguiu usar na Black Friday o estoque remanescente do primeiro semestre, o que abriu espaço para os itens de menor valor agregado e menos dependente do dólar. "Foi uma decisão muito acertada, porque agora a gente tem estoque para aumentar bastante o volume de compras, ainda que o tíquete médio seja menor que o da Black Friday", conta.

 

O consultor Christiano Pelloti avalia como positiva a estratégia de Cruzes. "Por mais próximo que seja, o Natal e Black Friday não podem concorrer. Com a maior antecipação dos gastos por parte do consumidor, é natural uma readequação dos estoques para cada uma das datas", diz.

 

Segundo a Boa Vista, 83% dos consumidores pretendem ir às compras no Natal, ou seja, 119,3 milhões de pessoas, que devem movimentar, somente no varejo, a cifra de R$ 57,6 bilhões, valor que representa 32,3% das receitas do varejo de dezembro e 3,7% das receitas do varejo de todo o ano.

 

 

Fonte: DCI

 

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