Notícias do setor
Economia
Jurídico
Tecnologia
Marketing
Bebidas
Carnes / Peixes
Notícias Abras
Geral
Redes de Supermercados
Sustentabilidade
 
Você está em:
  • Notícias do setor »
  • Economia

Notícias do setor - Clipping dos principais jornais e revistas do Brasil

RSS Economia

12/03/2018 11:55 - Menor inflação de alimentos colabora para IPCA ficar abaixo da meta oficial

A menor inflação nos alimentos deve colaborar para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) ficar abaixo do centro da meta de 4,5% ao ano estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para 2018.

 

Em fevereiro último, o IPCA ficou em 0,32%, no menor patamar para o mês desde 2000, quando registrou 0,13%. Em 12 meses até o segundo deste ano, o indicador acumula alta de 2,84%, abaixo do piso da meta, que é de 3% no fechamento de 2018.

 

Na avaliação de especialistas consultados pelo DCI, o clima favorável com chuvas regulares pelo País deverá contribuir para a maior produção de alimentos, aumentando a oferta e mantendo os preços mais comportados nos próximos meses.

 

“Não me surpreenderia se a produção agrícola fosse boa novamente [como em 2017] e inflação de alimentos ficasse muito contida neste ano”, observa o professor do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec-SP), Walter Franco Lopes. Ele calcula que a inflação anual ficará entre 3% a 3,05% em 2018.

 

No mês passado, houve deflação de 0,33% no item alimentos e bebidas no IPCA nacional. Entre os destaques, os preços das frutas recuaram 1,13%, e de carnes, baixa de 1,09% no período.

 

Esse recuo nos preços dos alimentos foi espalhado nas principais capitais, com exceção de Brasília (+0,20%), e do Rio de Janeiro (+0,11%). “Essas duas capitais são importadoras de alimentos, e o custo do frete – do transporte – acaba impactando”, avalia o professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV), Alberto Ajzental.

 

Em nota, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) ressaltou a contribuição dos alimentos para o ritmo menor da inflação. O item alimentação no domicílio teve queda ainda maior, de 0,61%.

 

Entre os alimentos observados, a queda mais expressiva foi do alho (-7,94%), seguido por cenoura (-3,88%), batata inglesa (-3,57%) e tomate (-3,29%). “Reflexo principalmente do aumento da oferta, pois estes produtos ainda estão em fase de plena colheita ou de safra recém-encerrada”, destacou a confederação.

 

“O açúcar foi outro produto com queda expressiva. Os motivos desse barateamento foram a elevada oferta internacional, reforçada pela perspectiva de recuperação da produção de países como Índia e Tailândia, e dos altos estoque do produto no mercado interno”, relatou a CNA.

 

O economista do Mitsubishi UFJ Financial Group (MUFG) no Brasil, Mauricio Nakahodo, notou que a deflação de 0,38% no item vestuário em fevereiro também contribuiu para patamar comportado do IPCA.

 

“As promoções e liquidações de verão no mês [fevereiro] influenciaram na queda dos preços. Uma elevação [nesse item] irá depender de como será o inverno no Brasil”, lembrou.

 

O MUFG revisou sua projeção para o IPCA para 3,8% neste ano. A estimativa anterior era de 4,35%. “A maior oferta de alimentos contribui para uma inflação mais moderada dos alimentos, de 5% para 3,8% durante o ano”, disse.

 

Nakahodo ainda considera que o bom volume de chuva aumentou os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas, prolongando a bandeira verde, ou seja, sem cobrança adicional de tarifas. “Por isso, revisamos a previsão para a energia elétrica de 5% para 3,5%”, afirma o economista.

 

Na previsão dele, a inflação de serviços pode recuar de 4,5% para 4%. “A taxa de desemprego está em patamares elevados, e a geração de postos é mais no setor informal. A renda menor influencia no poder de consumo das famílias”, argumentou Nakahodo.

 

Reflexo nos juros

 

Depois da publicação do IPCA de fevereiro, cresceram as expectativas de uma nova redução da taxa básica de juros (Selic) na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC) em 21 de março. “Nossa previsão é de queda de 0,25 ponto percentual para 6,5% ao ano”, prevê Nakahodo. O professor Alberto Ajzental, da FGV, também acredita em juros de 6,5% na próxima reunião.

 

No entanto, o economista do MUFG prevê que a Selic volte a 7% ao final deste ano, com leves elevações nos meses de outubro e de dezembro.

 

Fonte: DCI

 

 

Enviar para um amigo
Envie para um amigo
[x]
Seu nome:
E-mail:
Nome do amigo:
E-mail do amigo:
Comentário
 

 

Veja mais >>>

21/06/2018 10:31 - Confiança do empresariado cai após greve
20/06/2018 10:49 - Varejo perdeu mais de 2 p.p. em vendas na greve de maio
20/06/2018 10:48 - Confiança do cliente caiu 5,2% em maio ante janeiro, diz CNDL
20/06/2018 10:48 - Etanol: Senado aprova projeto que autoriza a venda direta de usinas para os postos
20/06/2018 10:47 - Índice Geral de Preços sobe 1,75% na 2º leitura de junho
19/06/2018 13:33 - Faturamento do varejo subiu 3% em maio, diz índice da Cielo
19/06/2018 13:33 - Cebola: Oferta aumenta e pressiona cotações
19/06/2018 13:32 - Etanol: Após cinco semanas em alta, indicadores recuam
19/06/2018 13:31 - Açúcar: Preço médio da primeira quinzena de junho supera o do mês de maio
19/06/2018 13:30 - Cesta básica em Salvador tem aumento de 4,24% no mês de maio

Veja mais >>>