Intenção de consumo registra ligeira alta

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Influenciado pela proximidade do fim de ano e da renda extra do 13º salário, o índice que mede a Intenção de Consumo das Famílias (ICF)  em Belo Horizonte apresentou uma pequena recuperação de 2,2 pontos em outubro, chegando a 73,3 pontos, enquanto em setembro era de 71,1 pontos. No comparativo com outubro de 2016, quando o índice ficou em 66,9, o avanço foi de 6,4 pontos. Como se mantém abaixo da linha dos 100 pontos, o indicador ainda mostra insatisfação por parte do consumidor. Os dados foram divulgados ontem pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG).

 

A analista de pesquisa da Fecomércio-MG, Elisa Castro, ressalta que a melhora no indicador era esperada devido à chegada do fim de ano e das datas comemorativas Black Friday e Natal, que impulsionam o comércio. Além disso, o 13º salário reforça a renda familiar, com a primeira parcela sendo paga até o último dia deste mês para grande parte dos trabalhadores. “Para os endividados, a renda extra dará um conforto para terminar o ano. E tem famílias planejando o consumo, esperando apenas essa nova verba para consumir”, explica a especialista.

 

Segundo Elisa Castro, a melhora em fatores econômicos – como inflação controlada e melhora nos níveis de emprego – também influencia o indicador. Entretanto, os avanços ainda são discretos e insuficientes para garantir um IFC que indique satisfação.

 

Ainda de acordo com a pesquisa, a avaliação sobre o emprego atual foi o único componente que mostrou satisfação, ao atingir 103,4 pontos, elevação de cinco pontos no comparativo com setembro. “Se melhoro o emprego, melhoro expectativa de renda. Se tenho renda melhor, vou consumir mais. São índices que andam juntos”, comenta Elisa Castro. A pesquisa mostra que, dos entrevistados, 26,9% estão mais seguros no emprego atualmente que em igual período de 2016. Para 20,2% a situação é igual, mas 23,5% se sentem menos seguros. Por outro lado, 24,2% estão desempregados.

 

Sobre a perspectiva profissional, o índice mostrou insatisfação, ficando em 75,1 pontos em outubro. Em relação a setembro, que teve índice de 72,4, o avanço foi de 2,7 pontos. A grande maioria (59,2%) não acredita que terá melhora profissional nos próximos seis meses. Dos entrevistados, 34,3% responderam acreditar em crescimento, enquanto 5,7% disseram que não sabem.

 

Quanto à renda atual, o índice chegou a 86,6 pontos, subindo 5,5 em relação a setembro (81,1 pontos). Dos entrevistados, 23,7% consideram a renda atual melhor que a do ano passado, mas 38,1% apontam que é igual e 37% sentem piora.

 

O nível de consumo atual foi o único item da pesquisa que apresentou redução em relação ao mês anterior, chegando a 57,6 pontos, enquanto em setembro foi 68,8, ou seja, recuo de 11,2. Para 13,7% dos entrevistados, o nível de consumo subiu no comparativo com 2016, mas 56,1% acham que piorou e 27,6% consideram que está igual.

 

Já a perspectiva de consumo subiu de 62,4 pontos em setembro para 70,3 pontos em outubro, acréscimo de 7,9 pontos. Para 52,7% dos ouvidos na pesquisa, o consumo de sua família tende a ser menor nos próximos meses. Para 23%, haverá alta e, para 19,2%, será igual.

 

Crédito - A avaliação sobre acesso ao crédito chegou a 71 pontos em outubro, contra 68,8 em setembro. Entre os entrevistados, 19% responderam que o acesso está mais fácil, 10% disseram estar igual e 48% acreditam estar mais difícil.

 

Quanto ao momento de compra de bens duráveis, o índice ficou em 49,3 em outubro, contra 45,8 em setembro, ou seja, ampliação de 3,5 pontos. Para 70,1% dos entrevistados, este é um mau momento para efetuar esse tipo de compra.

 

O ICF varia de 0 a 200, sendo que índice abaixo de 100 pontos revela uma percepção de insatisfação em termos de emprego, renda e capacidade de consumo. Elisa Castro explica que, devido à desaceleração do consumo, provocada pela crise econômica, o índice vem se mantendo abaixo da linha dos 100 pontos. No início deste ano, houve uma melhora, sinalizando a retomada do consumo. Entretanto, logo após as delações do empresário Joesley Batista, da JBS, o índice passou a sofrer reduções, chegando a 71,1 em setembro, o menor do ano.

 

Fonte: Diário do Comércio de Minas

 

 


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