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11/05/2016 13:42 - Mercado de bebida com menos açúcar crescerá 3,6% até 2020

A indústria de bebidas continua de olho no interesse dos brasileiros por produtos mais saudáveis, apesar da perspectiva negativa para a economia. Uma pesquisa da Euromonitor International estima que as vendas reais de refrigerantes e sucos com baixo teor de açúcar crescerá 3,6% até 2020.

A previsão de expansão é um pouco inferior ao registrado nos últimos cinco anos. No ano passado, o segmento movimentou US$ 1,4 bilhão no Brasil, um crescimento de 4,1% em comparação com 2010.

Apesar da leve desaceleração, a tendência ainda é positiva para o setor, destaca a analista de pesquisa da Euromonitor, Angélica Salado. "É uma categoria com destaque porque a redução de açúcar está relacionada ao desejo de perder peso. A consolidação desses produtos no mercado alavancou os números e a tendência ainda é boa para os próximos anos", afirma.

Segundo Angélica, a previsão de desaceleração daqui para frente tem relação com o consumo específico de refrigerantes, que tende a diminuir. "A perspectiva negativa é puxada por eles [refrigerantes], uma venda que segue em queda. Os brasileiros percebem esse tipo de bebida como algo que não é saudável, dando preferência aos sucos e chás", comenta.

Na visão dela, a recente alteração na legislação para o setor pode minimizar o impacto dessa mudança de hábito, mas não irá reverter o quadro. Em dezembro passado, entrou em vigor um Decreto (nº 8592 ), que permite que o açúcar presente nas bebidas seja parcialmente substituído por edulcorantes, substâncias naturais ou artificiais que garantem sabor doce aos alimentos - como aspartame, sucralose e stévia. A medida também obriga que a informação de baixo teor de açúcar apareça no rótulo do produto.

A professora de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Gláucia Pastore, indica os edulcorantes como uma substituição para pessoas diabéticas. "Para quem não pode consumir açúcar é muito válido. Mas quem deseja perder peso deve reduzir o consumo em geral, não apenas nas bebidas. Os edulcorantes não são mais saudáveis, é apenas um quebra-galho", explica a especialista.

Para ela, o decreto é um acerto, uma vez que favorece os cuidados com a saúde e barateia o custo de produção. "Foi uma medida necessária. Além disso, edulcorantes são mais baratos do que o açúcar", conta.

Mesmo assim os efeitos dessas exigências sobre a atividade industrial ainda devem demorar um pouco para aparecer, acredita o presidente da Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afrebras), Fernando Rodrigues de Bairros.

"É um mercado muito novo, as fábricas ainda estão testando produtos. Essa mudança altera o sabor, então pode ser que o consumidor rejeite a novidade. Precisamos esperar as movimentações das empresas", alerta.

O dirigente comenta, porém, que a expectativa de redução de custos pode ser decisiva para o setor. "Existe o interesse em gastar menos", afirmou, lembrando que a escalada dos preços do açúcar é um peso para o setor.

Apesar disso, na opinião dele, somente no ano que vem será possível notar melhor os impactos do decreto. "Infelizmente, para este ano está tudo parado. 2016 já é um ano perdido para o mercado de bebidas", avalia.

A gigante de bebidas Coca-Cola Femsa Brasil, por exemplo, está se adaptando a exigência e trouxe para o Brasil um produto já lançado no mercado externo: a Coca-Cola Stévia que tem 50% menos açúcar e adoçante natural.

De acordo com o gerente de publicidade, promoções e eventos da companhia, Luciano Sá, a versão zero calorias do refrigerante é um dos líderes de vendas no Brasil, mas isso deve mudar com o lançamento da versão com Stévia. "Nossa previsão para esse novo produto foi feita de acordo com o cenário de vendas da Coca Zero. É uma nova fatia que vai representar 60% do que a versão zero já possui no mercado".

Ele conta que não se trata de uma substituição, mas uma opção a mais para o consumidor. "Procuramos atender as necessidades, um novo target [segmento] que representa mais vendas."

A busca por essa fatia do mercado fez a Brasil Kirin reduzir, nos últimos cinco anos, o açúcar em mais de 13 mil toneladas na sua principal linha de refrigerantes, a Viva Schin. O gerente de marketing da empresa, Bruno Piccirello, destaca que isso representa até 20% da média do mercado.

"Todos os nossos refrigerantes, inclusive a Itubaína, possuem quantidade reduzida de açúcar. Essas bebidas correspondem a 39% das vendas totais", disse Piccirello ao DCI.

Sucos

O segmento de sucos naturais também embarcou na redução de açúcar. A Super Bom oferece produtos com 7% de adição do insumo, diz a gerente industrial da empresa, Cristina Ferreira

"A média do mercado é de 10% e faz parte da filosofia da empresa investir em produtos mais saudáveis, alguns deles sem adição alguma de açúcar", afirma ela. Atualmente, 30% dos 3 milhões de litros de suco produzidos por ano pela empresa tem redução ou zero açúcar.

Cristina revela, entretanto, que, devido ao cenário econômico, "algumas novidades" em termos de bebidas ficarão para 2017. "Tivemos de desacelerar. Não é um ano fácil para a indústria", desabafa.

A Minas Fruit também deixará para o próximo ano alguns investimentos, de acordo com a diretora comercial da agroindústria mineira, Alexia Mendonça Campos. "Estamos fazendo pesquisas, mas já sabemos que China e Estados Unidos são mercados em potencial", observa.

De acordo com Alexia os sucos naturais e sem açúcar são uma tendência. "Já temos a linha de sucos Le Verger e faremos outros lançamentos no segundo semestre aqui no Brasil, seguindo a ideia de redução."

Insumos

Diante dessa demanda indústria, a Duas Rodas lançou recentemente a S-Fit, uma linha de emulsões e preparados líquidos que garante redução entre 30% e 50% do nível de açúcar em bebidas. O gerente de marketing da Duas Rodas, Marco Paulo Pereira Henriques, ressalta que além da manutenção do sabor, a novidade representa economia para o setor.

"É possível uma economia entre 25% e 50% para as empresas fabricantes de bebidas. O açúcar é parte considerável dos custos. Além disso, acreditamos que essa demanda ainda crescerá muito, porque o setor está crescendo", afirma ele.

 



Veículo: Jornal DCI

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