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14/10/2015 10:58 - Negócio fechado na pressão

                             Compra da SABMiller pela AB InBev, 3 ª maior operação da História, forçará redesenho do setor



Na 3 ª maior fusão da História, a AB Inbev comprou por US$ 106 bilhões a sul- africana SAB Miller e terá 28% do mercado global. Cervejas famosas da Miller, como a Urquell, devem chegar ao Brasil. - RIO, BRASÍLIA E LONDRES- Após semanas de negociação pública e barganhas a portas fechadas, a belgo- brasileira Anheuser- Busch InBev e a anglo- sul- africana SABMiller anunciaram os termos para a criação da maior cervejaria do mundo, que responderá por 28,4% das vendas mundiais, segundo cálculo da consultoria Plato Logic, e concentrará metade dos lucros do setor.

A líder AB InBev vai pagar £ 44 ( US$ 68) por ação da rival a fim de ganhar acesso aos promissores mercados emergentes em África, América Latina ( com destaque para Colômbia e Peru) e Ásia, e driblar um declínio de consumo em EUA, Europa e Brasil. O meganegócio, estimado em cerca de US$ 106 bilhões, representa a terceira maior aquisição da História, atrás apenas da compra da alemã Mannesmann pela Vodafone, em 1999, e da Verizon Wireless pela Verizon Communications, em 2013, segundo levantamento da consultoria Dealogic, que inclui a dívida da empresa no cálculo.

A criação da megacervejaria forçará o redesenho de marcas e mercados, e impõe desafios a rivais, agora bem mais distantes. O negócio representa também o passo mais ambicioso para a AB InBev em seu longo histórico de aquisições. A expectativa dos analistas é que o trio de brasileiros da 3G, acionistas da AB InBev — Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira — consiga imprimir seu modelo de gestão com foco no corte de custos.

A AB InBev busca ampliar sua presença nos mercados emergentes, onde a SABMiller registra crescimento no 2 º trimestre — 11% na África e 9% na América Latina. Nos mercados de maior peso para a AB InBev, como EUA e Brasil, o consumo não avança. Analistas citam como justificativas desde a preferência do consumidor por cervejas artesanais e a migração para outras bebidas, nos EUA, até os efeitos da crise no bolso do consumidor, no caso do Brasil. Segundo cálculos da Plato Logic, o mercado global de cerveja deve ter em 2015 o primeiro declínio em 30 anos, com recuo de 0,1% no consumo. O mercado africano deve crescer 2,6% no ano.

O palco onde foi batido o martelo para a criação da gigante foi uma pequena casa de tijolos, em Londres, na sede da consultoria Robey Warshaw. Foi lá que executivos como Carlos Brito, diretor executivo da AB InBev, e Jan Du Plessis, presidente do Conselho da SABMiller, passaram a segunda- feira em ritmo frenético de negociação. A SABMiller já havia recusado quatro ofertas, até que a resistência de um de seus principais acionistas, o clã colombiano Santo Domingo, foi vencida. O preço final por papel representa um prêmio de 50% em relação ao valor de fechamento das ações da SABMiller em 14 de setembro. Ontem, as ações da SAB subiram mais de 9%, em Londres, enquanto a AB InBev avançou 1,6% em Bruxelas. A subsidiária brasileira Ambev registrou queda de 5,51%, na Bovespa.

Conclusão do negócio deve levar mais de um ano

Ainda há dúvida no mercado se a Ambev fará parte do negócio. Para Caio Moreira, analista da Fator, a subsidiária poderia ter papel “crucial”: — Como ela tem baixo endividamento, é possível que adquira as operações da SABMiller na América Latina, limpando o balanço da
que verá sua dívida crescer muito. A agência de avaliação de risco Standard & Poor’s já indicou que pode rebaixar a nota da AB InBev se o negócio for concluído, devido ao custoso financiamento. Caso a transação fracasse, a AB InBev pagará taxa de rompimento de US$ 3 bilhões.

O tamanho alcançado pela AB InBev deverá aumentar sua capacidade de negociar preços mais baixos para ingredientes, como grão e lúpulo, estabelecendo margens de lucros melhores que seus rivais — o competidor mais próximo será a Heineken, com 9% do mercado. Além disso, a AB InBev tem usado aquisições para impulsionar a rentabilidade por meio da redução de custos e oferta de cervejas mais caras do que os antigos rótulos locais.

O acordo deve levar mais de um ano para ser aprovado. Em países como o Reino Unido, as duas têm mais de 50% do segmento o que poderá levar a restrições por parte dos reguladores. No Brasil, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica ( Cade) deve acompanhar a operação.— Com os maiores alvos de fusões e aquisições já arrematados, surge a questão de como as fabricantes farão agora para crescer — diz Jeremy Cunnington, analista da Euromonitor.

Para cumprir regras de concorrência nos EUA, a nova empresa deve vender a MillerCoors, controlada pela SAB. AB InBev e SABMiller têm, hoje, 60% do mercado americano. Com a venda de ativos, após a operação teriam, juntas, 45%. Na China, uma parceria entre a SABMiller e o governo controla 23% do mercado e pode ser alvo de questionamento.



Veículo: Jornal O Globo

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