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16/03/2017 15:02 - Alimento básico ganha espaço com a persistência da crise

Mudança. A migração da demanda interna de produtos de maior valor agregado para outros mais baratos e simples está favorecendo as fabricantes brasileiras de massas, biscoitos e pães

 

 

São Paulo - As fabricantes de alimentos considerados básicos, por serem essenciais e baratos, estão conseguindo registrar bom desempenho em 2017. Com a economia em retração desde 2014, a migração para itens básicos, até então passageira, está ganhando mais força. "Grande parte do mercado brasileiro é composto por pessoas das classes C, D e E, e nessas faixas o alimento básico tem uma participação muito grande, porque estamos falando de famílias cuja renda é destinada principalmente para a alimentação. E, com a crise, o brasileiro não tem mais essa folga no orçamento para escolher muito o que comer", explicou o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães e Bolos Industrializados (Abimapi), Claudio Zanão.

 


Segundo ele, com o orçamento mais pressionado, os brasileiros estão migrando de categorias, marcas e tipos de produtos para tentar economizar nas compras de alimentos. E categorias como massa fresca tendem a perder espaço, enquanto as massas secas continuam resilientes, representando uma alternativa relativamente barata para uma refeição. "O preço dos alimentos básicos subiu consideravelmente em algumas categorias no último ano, como açúcar e leite. Com isso, o consumidor priorizou a compra do produto básico e deixou de lado itens mais caros, considerados supérfluos, que perderam espaço na cesta", explicou o executivo de contas da consultoria Kantar Worldpanel, Vitor dos Santos.

 


O movimento foi observado pela J. Macêdo, dona das marcas Dona Benta e Petybon, conta o presidente da companhia, Luiz Henrique Lissoni. De acorodo com ele, embora a maior parte dos brasileiros não deixe de comprar determinados alimentos, existe uma substituição por versões mais baratas. "Sentimos um movimento forte de redução não da quantidade, mas da troca de tipo de produto e esse é um momento tentador para as empresas oferecerem produtos mais baratos e de menor qualidade, mas temos resistido a isso", revelou o executivo ao DCI.

 


A estratégia adotada pela J. Macêdo foi ampliar a presença nas prateleiras e ampliar a distribuição, com o objetivo de chegar a mais pontos de venda, conforme explica Lissoni. "Conseguimos suportar esse movimento de troca de marcas com um portfólio grande de alimentos que não consideramos básicos, mas essenciais, e com muitas marcas regionais e nacionais", ressaltou o executivo. Nesse sentido, ele citou um aumento de demanda na linha de massas do tipo espaguete, um alimento mais simples e barato que os demais.

 


A Zini Brasil, indústria de médio porte instalada na capital paulista, também está investindo nos alimentos de menor preço para ampliar as vendas este ano, afirmou e,m entrevista ao DCI o diretor da empresa, Enrico Vezzani.  "Estamos com duas novas linhas muito automatizadas para produzir nhoque e polenta, que são alimentos baratos. Além disso, temos a nossa linha de massas frescas como lasanha e capeletti. Mas a massa fresca é um produto que o brasileiro já está sendo obrigado a substituir em uma corrida por produtos mais baratos. Por isso, estamos investindo nesses dois novos itens", disse.

 


A fabricante, que no último ano registrou uma expansão de 24% no faturamento em relação a 2015, com o volume de vendas crescendo no mesmo ritmo, não divulgou estimativa para 2017.  "É difícil prever o que vai acontecer neste ano, mas estamos com uma linha de produtos boa e temos ainda a venda de farinhas especiais, principalmente para a produção de alimentos integrais", completou ele.

 

 


Rentabilidade

 


Além das oportunidades de ampliar as vendas, o setor continua focado em reduzir custos de produção para melhorar a rentabilidade, ressaltam os executivos consultados.  A M. Dias Branco, por exemplo, conseguiu melhorar a rentabilidade em 2016, principalmente, pelo aumento dos preços. No entanto, a dona das marcas Adria e Basilar sabe que não será fácil aplicar novos reajustes, declarou em teleconferência com analistas o vice-presidente de investimentos e controladoria da M. Dias Branco, Geraldo Mattos Júnior.

 


"Pretendemos fazer [um reajuste] em torno de 5%, não mais do que isso [em 2017]. Mas acredito que o crescimento neste ano virá mais do aumento do volume do que pelos preços".  O custo dos produtos de trigo vendidos pela M. Dias Branco cresceu 7,0% em 2016. Já os produtos de açúcar tiveram alta de 52,9% no ano, em função das estimativas de déficit global desse produto. Nesse cenário, a companhia elevou em média 8,8% os preços em 2016. "Para 2017, temos a previsão de uma safra boa de trigo e, mesmo sem o preço oscilar muito, é sempre uma questão das fabricantes acertarem a mão na compra dos insumos para não terem prejuízo", lembrou o dirigente da Abimapi.

 


Ele explicou que em produtos como farinha e pão industrializado, o trigo corresponde a até 70% do custo de fabricação. Em biscoito, o percentual é de 40%. Na avaliação de Vitor dos Santos, da Kantar Worldpanel, a indústria de alimentos ainda tem espaço para ampliar a venda de produtos de maior valor agregado, à medida que a economia volte a crescer. No entanto, as fabricantes precisam se preparar para oferecer alimentos com propostas de valor a brasileiros cada vez mais exigentes. "Reforçamos muito essa avaliação de que o brasileiro sai da crise muito mais consciente nas compras e isso quer dizer que não é só o preço que vai importar", citou. Santos destacou as categorias de cookies, torradas e creem cheese como alimentos com baixa participação nos lares brasileiros e grande potencial de crescimento.

 


Jéssica Kruckenfellner

 

 

 

 

 


Fonte: DCI

 

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