A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) trabalha pela excelência do segmento, sempre com foco no melhor atendimento ao Consumidor brasileiro.
Um dos importantes trabalhos realizados pela área institucional da entidade, por meio das ações contínuas e estratégicas do Escritório de Brasília, é participar assiduamente das Câmaras Setoriais e Temáticas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) - grupos de trabalho que discutem as melhorias para as cadeias produtivas e para tudo o que o público consome em supermercados e hipermercados.
“O contato direto com os setores produtivos, para juntos trabalharmos importantes questões, é de suma importância para a evolução dos processos de consumo e para o aprimoramento do abastecimento no Brasil”, afirma Márcio Milan, vice-presidente responsável pela área Institucional da Abras.
O que fazem as Câmaras?
As Câmaras Setoriais e Temáticas funcionam como verdadeiros elos entre as ações do governo e o setor privado e são constituídas por representantes de entidades de produtores, trabalhadores, consumidores, empresários, autoridades do setor privado, de órgãos públicos, técnicos governamentais e instituições financeiras.
Esses grupos de trabalho contribuem com análises e informações que permitem ao Governo identificar prioridades de atuação, de fixação de preços mínimos, para a elaboração de safras, entre outros.
As Câmaras são divididas em dois segmentos: Câmaras Setoriais, que representam as cadeias produtivas, e Câmaras Temáticas, que tratam de serviços, temas ou áreas de conhecimentos relacionados às diversas cadeias produtivas.
Atualmente, a Abras é integrante de oito Câmaras Setoriais que abordam questões das seguintes cadeias produtivas:
- Hortaliças;
- Fruticultura;
- Leite e Derivados;
- Feijão;
- Viticultura, Vinhos e Derivados;
- Aves e Suínos;
- Caprinos e Ovinos, e
- Carne Bovina.
E também da Câmara Temática sobre Agricultura Orgânica.
Conheça as Câmaras Setoriais e Temáticas
Aves e Suínos
A cadeia produtiva de aves e suínos se caracteriza pelo rápido desenvolvimento tecnológico, acompanhado de um modelo de produção diferenciado dos demais setores produtivos, fundamentado na forma de produção integrada. Esses avanços foram absorvidos pela cadeia como um todo, resultando num expressivo crescimento do setor, que gera aproximadamente 180 mil empregos no Brasil.
Caprinos e Ovinos
Os rebanhos brasileiros de caprinos e ovinos cresceram nos dois últimos anos. Na ovinocultura, por exemplo, o setor tem números importantes de animais em Estados como Rio Grande do Sul, Bahia, Ceará, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraná e Mato Grosso do Sul. A caprinocultura, da mesma forma, tem representatividade em regiões como o Nordeste, além dos Estados de Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Pará e São Paulo.
A Câmara de Caprinos e Ovinos já conseguiu, por meio do seu trabalho, maior participação do setor na discussão e definição de políticas de médio e longo prazo para a cadeia. Mas ainda existem desafios que devem ser superados ou aprimorados.
Carne Bovina
O Brasil detém o maior rebanho comercial do mundo, com aproximadamente, 202 milhões de cabeças, e é o segundo produtor mundial de carne bovina (8,7 milhões de toneladas).
O País é hoje o maior exportador de carne bovina (em receita cambial e volume), em 2005 exportou US$ 3,1 bilhões (2,1 milhão de toneladas) para 156 países, o que dá a dimensão da importância dessa Câmara, que discute questões fundamentais para a evolução da cadeia.
Feijão
Com 4,2 milhões de hectares plantados, em 2007, o País produziu 3,4 milhões de toneladas de feijão, de acordo com o décimo levantamento do Acompanhamento da Safra Brasileira (Conab). O Brasil é o maior produtor mundial de feijão, seguido pela Índia e pela China, e esse produto agrícola ocupa a terceira maior área cultivada do País.
Na Câmara Setorial discute-se, entre outros temas, a implementação de ampla legislação federal que trate de temas relacionados ao desenvolvimento da cadeia, como a defesa fitossanitária e a inspeção vegetal, padrões de identidade, etc.
Fruticultura
A fruticultura ocupa lugar relevante no agronegócio brasileiro, pois o setor emprega mais de cinco milhões de pessoas e ocupa 3,4 milhões de hectares, segundo dados do Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf).
O agronegócio brasileiro conta com eficiente, moderna e competitiva fruticultura. Consciente disso, juntamente com os produtores, o Ministério da Agricultura promove um sistema de cultivo de frutas de alto padrão de qualidade e sanidade no País.
Hortaliças
Nos últimos 20 anos a produção nacional de hortaliças obteve sensível incremento de produtividade, pois houve aumento da produção mesmo com a redução de 46,6 mil hectares plantados.
Um dos maiores problemas da cadeia produtiva das hortaliças, debatido nesta Câmara, está nas perdas pós-colheita e no desperdício dos alimentos na cadeia, que começa na colheita do produto e chega até os consumidores intermediários e finais.
Leite e Derivados
Este segmento desempenha importante papel. Além de suprir o mercado alimentício, gera emprego e renda. No entanto, tem passado por reestruturação tanto em nível dos produtores rurais e cooperativas, quanto na parte industrial, onde ocorreram aquisições e fusões de empresas nacionais de grande e médio porte, por parte de grandes empresas multinacionais.
Sexto produtor mundial de leite fluido, o Brasil é responsável por 70% do volume total de leite produzido nos países que compõem o Mercosul. Esta Câmara Setorial auxilia a Cadeia a manter-se em pleno desenvolvimento.
Viticultura, Vinhos e Derivados
Hoje, o cultivo, a elaboração e o consumo da fruta in natura e de produtos preparados com a uva está em plena expansão.
Os trabalhos dessa Câmara apóiam e promovem a integração e a estruturação do setor e têm como meta propor políticas de incentivo à produção nacional e de melhoria na imagem do vinho brasileiro no exterior, entre outras ações que beneficiem todos os segmentos sociais envolvidos.
Agricultura Orgânica
No Brasil, a agricultura orgânica teve seus primeiros adeptos no início da década de 1970. Até os anos 1990, essa modalidade foi pouco desenvolvida no País, passando por diferentes etapas ligadas a contextos socioeconômicos.
Estimativas indicam que o crescimento do mercado orgânico no País chegou próximo a 50% ao ano. O índice é bem superior ao de países da União Europeia e dos Estados Unidos, onde este mercado cresce de 20% a 30% ao ano.
Por Taís Moraes
Fonte: Site MAPA – Março 2010
Abras: parceira em tudo o que diz respeito à melhoria dos produtos que chegam à mesa do Consumidor!